Este artigo é uma parceria de Camila Achutti com a Propay.

 

Na maioria dos empregos, os funcionários provavelmente são responsáveis ​​por muitas coisas diferentes, independentemente da descrição do trabalho.

 

Eles devem comunicar certas informações e gerenciar determinadas tarefas e recursos. Definitivamente precisam gerir seu tempo e níveis de estresse, além de acompanhar métricas para suas ações.

 

A realização de seus trabalhos inclui concluir um plano de metas ou preencher uma auto-avaliação de seu desempenho, participar de cursos de aprendizado e desenvolvimento, finalizar uma pesquisa de engajamento ou qualquer outra tarefa do tipo. Para muitos funcionários, parece que o RH está jogando mais trabalho em cima deles.

 

A frustração de ser retirado da produtividade para concluir essas tarefas é apenas parte da carga de trabalho. As pessoas se tornam números, os números se tornam tarefas, as tarefas acumulam e precisam de mais pessoas para serem realizadas.

 

Falamos de design centrado no usuário, de marketing centrado no usuário, de vendas centradas no usuário. O ser humano está em todas as visões de futuro, as relações humanas estão em tudo. Entretanto, nossos recursos humanos ainda não chegaram lá.

 

Mais tecnologia, mais humana

 

No relatório de 2015, em colaboração com a Globoforce, a Society for Human Resource Management identificou o envolvimento dos funcionários, a retenção de talentos, a remuneração competitiva e o desenvolvimento dos líderes organizacionais para o futuro como grandes desafios dos recursos humanos.

 

Esses desafios provocaram inovação nos departamentos de RH em todo o mundo. Já é sabido que a mídia social é usada no recrutamento e parece que 92% dos recrutadores recorrem a esses canais para identificar e validar candidatos.

 

A questão que fica é: quais são as tendências tecnológicas que estão conduzindo a área de recursos humanos para o futuro?

 

Segundo a pesquisa do LinkedIn de Tendências Globais de Recrutamento de 2018, inteligência artificial, parâmetros de escolha que privilegiem a diversidade e uso do Big Data para filtrar candidatos mais alinhados àquilo que a empresa deseja e precisa são os principais caminhos.

 

  • Diversidade: 78% dos recrutadores afirmam que investir em diversidade é uma forma de aperfeiçoar a cultura e 62% acreditam que ela gera melhora de desempenho dos funcionários.  
  • Big Data: 64% dos recrutadores entrevistados afirmaram que usam Big Data “às vezes” e 79% pretendem utilizar, em alguns casos, nos próximos dois anos.  
  • Inteligência Artificial: Para 58% dos recrutadores, a inteligência artificial poderá ajudá-los a encontrar uma base mais ampla de candidatos. 67% dizem que essa tecnologia pode economizar tempo de seleção e 43% deles afirmam que pode auxiliar a eliminar vieses preconceituosos na hora de selecionar.  

 

Ao mesmo tempo, segundo o estudo Women in the Workplace 2018 do Leanin.org e o relatório da McKinsey & Company, 35% das mulheres sofreram assédio sexual no local de trabalho. Embora 98% das empresas relatam ter políticas de assédio sexual, apenas 32% das mulheres acham que o comportamento inadequado é abordado adequadamente. Além disso, 73% dos funcionários afirmam que seus gerentes não questionam o uso de linguagem ou comportamento inadequado no local de trabalho.

 

Os recursos humanos têm lutado por um longo tempo para descobrir como incorporar tarefas relevantes relacionadas à melhoria da convivência e desempenho no trabalho. Mas existe uma montanha no caminho: o formato da tecnologia de RH usada por muitas das organizações ainda hoje.

 

Essa tecnologia pode atender de forma abrangente às necessidades de RH, dando a eles um local automatizado para rastrear as metas dos funcionários, taxas de conclusão de formulários de desempenho e relatórios sobre dados de funcionários. Mas quando se trata de atender às necessidades das pessoas que usam a tecnologia para fazer as coisas, quase sempre fica uma lacuna.

 

Por muito tempo, a tecnologia de recursos humanos foi projetada para automatizar processos, permitindo que os usuários passassem do ponto A para o ponto B. Ela foi projetada para ser implantada em toda a força de trabalho, gerando consistência e escala entre departamentos e equipes. A tecnologia de RH foi projetada para atender às necessidades de um grupo: recursos humanos.

 

Com o passar do tempo, a força de trabalho mudou, a natureza do trabalho mudou e o papel da tecnologia em nossas vidas tornou-se irreconhecível. Agora, as soluções que se concentram em processos em vez de pessoas, forçam a consistência em vez da escolha e atendem às necessidades de uma parte interessada enquanto permanecem desconectadas do restante da empresa, estão rapidamente se tornando obsoletas.

 

Tecnologia como caminho para pessoas

 

O foco da tecnologia corporativa é passar da automação de processos para fornecer experiências excepcionais aos funcionários, conectando-as ao negócio de maneiras novas e significativas. A tecnologia de recursos humanos do passado era centrada no processo, rígida e desconectada. Agora, ela deve se tornar centrada nas pessoas, flexível e holística.

 

Como os proprietários da experiência do funcionário e os principais interessados ​​em saber se a força de trabalho está engajada, atuando e prosperando, os líderes de negócios devem oferecer a seus funcionários ferramentas que ajudem não apenas os processos, mas também as pessoas que realizam o trabalho.

 

Este é o princípio que influencia a forma como a tecnologia de recursos humanos deve ser projetada. Uma ferramenta eficiente deve ser construída para ser centrada nas pessoas, focada em apoiar e aprimorar a forma como as pessoas pensam, trabalham e se conectam.

 

Acima de tudo, elas devem ser holísticas e conectadas, com múltiplos canais de acesso, análises incorporadas e tecnologias emergentes, como o aprendizado de máquina. Ao criar um ecossistema abrangente de soluções e extensões de negócios, as organizações podem garantir o alinhamento e a visibilidade dos negócios.

 

Os dias de recursos humanos como um obstáculo para fazer um grande trabalho acabaram. A nova era de tecnologia e ferramentas de RH nas mãos de funcionários e líderes está aqui.

 

A tecnologia amplificou o que já era do contexto. O segredo é usar os recursos digitais para maximizar potenciais e para construir pontes, não muros. Entender os perfis de força de trabalho, valorizar as diferenças, promover educação constante,

 

A tecnologia não tem todas as respostas, mas tem os caminhos. Vamos discutir como as tecnologias podem melhorar formatos? Vem participar do evento HR Hub 2019! Estarei lá falando sobre como ciência, tecnologia e Educação podem revolucionar a sua empresa e para construirmos o futuro do RH juntos.

 

Humanos digitais: a tecnologia em movimento do ser
Avalie esse post
Você pode também gostar