Você está ansioso?

O tempo é precioso.

Qualquer uso do tempo que não redunde em aprendizado sobre como usar melhor o tempo, ou qualquer uso do tempo que não seja feito de forma intensa e profunda é uma perda de tempo.

Não sou eu quem diz isso, mas poderia ter sido.

O documentário “Quanto tempo o tempo tem?” discute o tempo sob a perspectiva de historiadores, filósofos, cientistas, escritores, cosmólogos e futurólogos.

Discute-se a finitude do tempo como fonte das ambições e do prazer.

O fato de sabermos que existe um fim nos preenche de sentidos.

Aborda-se o excesso de distrações e a asfixia de nunca ter tempo suficiente pra se fazer o que precisa.

Questiona-se a vida fugaz, fragmentada, diluída entre telas, com muita coisa simultânea, mas com pouca profundidade.

São dezenas de indagações, todas de tirar o fôlego.

A tecnologia ampliou a discussão sobre o tempo.

Vivemos 30 anos mais do que vivíamos um século atrás. Questionamos se devemos condicionar a existência humana ao que é dado pela natureza, ou se, fazendo parte da natureza não podemos também ambicionar ir além e transmutar os limites.

Fala-se de transhumanismo, do desafio de vencer os limites do tempo biológico, da tecnologia como fonte da eternidade, da vida física sem limites.

Fala-se do avanço exponencial da tecnologia, da sua capacidade de síntese, da sua possibilidade de ser minúscula ao ponto de poder ser incorporada no corpo, ao cérebro, ao DNA, de curar todas as doenças, de fazer uma cópia de si mesmo para a posteridade.

Como será a vida quando for infinita?

Pra que viver, se não existirem dúvidas, se não existir finitude?

“Quanto tempo o tempo tem” é uma bateria de perguntas e reflexões de vários espectros.

É a assimilação de que os limites para pensar o tempo foram redefinidos em níveis impensáveis.

É também a renúncia em acreditar que isso signifique o fim das angústias existenciais.

Se minha consciência pode ser decodificada em códigos binários, então ela pode ser copiada e viver numa máquina? Minha consciência fora do meu corpo é ainda minha?

Parecem devaneios, mas é a história humana sendo reescrita e provocando discussões sobre uma das suas coisas mais sagradas — o tempo.

Agora, isolados, em quarentena, passamos boa parte do tempo refletindo.

É como se antevendo ou degustando um pouco de finitude, pudéssemos também experimentar a dimensão irrefreável do tempo.

Basta ver a corrida por ansiolíticos, que têm vendido como bala.

Diante disso tudo, a pergunta que fica é: O que faremos do nosso tempo quando esse tempo passar?

Se continuarmos vivendo da mesma forma e se nada mudar, é porque esse tempo foi desperdiçado.

Foi roubado de nós mesmos.

“Quanto tempo o tempo tem” é sobre o lugar onde a tecnologia encontra a filosofia e a moral.

É um novo espaço-tempo.

Desfrute dessa convergência.

A ampliação de repertório é uma das das coisas mais importantes para nós. Acreditamos na capacidade de promover conexões e traçar paralelos em diversos contextos, inclusive nos filmes. O mais importante é mudar a lente buscar novos enquadramentos.

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