Mastertape #7: Será que você vai virar bolor?

Será? Será?

Arnaldo Baptista é genial. Rita Lee é genial. Sérgio Dias é genial.

Eles, que hoje não se bicam, formaram uma das bandas mais seminais que já pisaram nessa terra.

Estamos falando dos Mutantes.

Mutação, aliás, mais que nome, é vocação desses três.

A banda, na sua formação original, durou pouco, foi meteórica, mas cada qual lançou raízes próprias e construíram carreiras irretocáveis.

Arnaldo, que teve um casamento de mentirinha com Rita Lee (ouça nosso podcast), sofreu muito com a dissolução da banda, a perda do amor, a abstinência do ‘rock and roll’.

Refugiou-se, ele e um piano, e compôs Loki, um dos grandes discos da música brasileira de todos os tempos.

A narrativa de Loki é toda baseada nas crises reais vividas por Arnaldo naquele momento.

A música que dá nome para esse texto — “Será que vou virar bolor” — tem uma letra que questiona a capacidade dele de viver longe dos Mutantes, de ser capaz de construir uma carreira solo, de conseguir navegar por outros estilos musicais.

Arnaldo estava naquilo que hoje chamamos de transição de carreira.

Ele tinha as mesmas inseguranças, reflexões e medos de quem sabe que o caminho trilhado já não serve de referência e de que o futuro se revela uma grande incógnita, um jogo de sedução, de tentativa e erro, uma aproximação com o acaso.

Arnaldo estava em mutação, mas não sabia o que o esperava.

Tinha um histórico (currículo), tinha o talento e a genialidade, tinha reputação de mercado, mas lhe faltava saber o que buscar, qual passo dar.

Arnaldo temia virar bolor, apodrecer, ser esquecido.

A história nos mostra que ele não segurou a onda e quase fez merda.

A reflexão sobre virar bolor passa pela cabeça de todos.

E você?

O que faz para não mofar?

Ou anda meio desligado, comendo pão e observando o circo?

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