Imunização Racional #2: Métodos Ágeis

Scrum, kanban, XP, PO, Agile Coach, Squad… Se você já ouviu alguma dessas palavras provavelmente o mundo dos métodos ágeis chegou na sua região, na empresa, nas leituras. Mais cedo ou mais tarde você vai ter que parar só de repetir essas palavra e entender o que de fato elas significam. Por se tratar de um tema bem hype nos dias atuais tem muito conteúdo, mas muito conteúdo estilo receita médica, sabe!? Faça isso, faça aqui, 2x na semana e você está curado, como se a busca por melhoria contínua e agilidade fosse um portal e não uma estrada.

Então, por acreditar que é uma estrada vou juntar aqui as principais sinalizações que ela deveria ter para que você tome decisão, ok!?

> São 3 placas bem grandes:

1 – Entenda de onde todas essas paradas vieram.

Só porque é novo pra gente, parece que é mesmo novo. Essa sensação chama viés de confirmação, mas quando o assunto é Agilidade, Tecnologia e Digitalização isso normalmente deturpa nossa visão.

Kanban por exemplo é da crise de 1929. Scrum é de 1985. Manifesto Ágil já tem 20 anos. PRECISAMOS como primeiro passo entender o histórico dessas coisas. Só assim seremos assertivos. Peter Hollins, um estudioso sobre aprendizado no seu livro A ciência do autoaprendizagem diz que o primeiro passo de qualquer jornada de aprendizado deve ser entender o contexto e a história de um assunto antes de mergulhar nas especificidades. É o único jeito do nosso cérebro criar sinapses.

2 – Planeje a guerra, uma batalha de cada vez.

Agilidade é sobre transformação cultural e quebra de vieses, então não adianta sair correndo sem estratégia. Você tem que ligar seu radar e tirar informação de todos os lugares. Aprender a ler situações e conteúdos sobre a lente ágil. Não é a missão mais fácil do mundo, essa troca de lente não é trivial, mas só vem com o treino. Tem um método chamado Feynman. Ele sugere que a melhor forma de fazer essa “troca de lente” é:

1. Escolha um conceito sobre o qual deseja aprender, ou conteúdo relevante que você se interesse;

2. Finja que você está ensinando a um aluno na 1ª série;

3. Identifique lacunas na sua explicação, por exemplo, quais palavras você se apoiou, mas que uma criança não saberia?;

4. Volte para o material de origem, para entendê-lo melhor e criar uma abstração;

5. Revise e simplifique.

Se você confiar e aplicar Feynman como um hábito para tudo que você vê, ouve e fala você vai conseguir trocar de lente.

3 – Mindset, Metodologia e Frameworks. Nessa ordem.

Diferenciar essas palavras é essencial, reconhecer que você vai potencialmente ter que criar seu framework é a sua única missão nessa guerra da transformação cultural. Em linha geral, mindset é sobre suas motivações e as motivações daqueles que fizeram o ágil chegar até aqui. Já metodologia são valores e princípios inegociáveis e portanto, responsáveis pela caracterização e identificação de qualquer interação, reunião, boa prática como ágil. Já frameworks nesse contexto são conjuntos de boas práticas que se adaptam a um determinado contexto. Não são receitas ou balas de prata, são sugestões e por isso, a intenção correta é FAZER O ÁGIL.

Siga firme lendo o mundo a sua volta de forma ágil e, por consequência você vai ficar mais assertivo e pragmático. Seguimos aprendendo.

Imunização Racional #2: Métodos Ágeis
Avalie esse post