O design sustentável é a prática de projetar produtos, serviços e processos para serem sustentáveis. Isso significa principalmente criar projetos que minimizem o impacto ambiental e melhorem a qualidade de vida das comunidades que eles tocam durante todo o seu ciclo de vida. Fantástico, não é?

 

 

O que é design sustentável?

 

O design feito para a sustentabilidade pode abranger tanto os materiais físicos dos produtos quanto o modo como os usamos. Para alguns produtos, por exemplo, cadeiras, a maior parte do impacto ambiental ocorre durante as primeiras e últimas fases do ciclo de vida: extração, processamento, recuperação, descarte de materiais e transporte.

 

Mas outros produtos (e serviços) usam recursos e geram resíduos enquanto são usados, portanto nossos padrões de comportamento e seus efeitos mais amplos sobre o design de nossas casas, locais de trabalho e comunidades, são importantes abordagens de design.

 

Em A Filosofia do Design Sustentável, de Jason F. McLennan, se fala que os designers devem “eliminar completamente o impacto ambiental negativo através de um design sensível”.

 

A aplicação prática varia entre disciplinas de design (design de produto, arquitetura, paisagismo, planejamento urbano, etc.), mas todas compartilham alguns princípios comuns.

 

Práticas do design sustentável

 

A seguir estão as práticas, princípios e técnicas que são comumente usados ​​para criar projetos de design sustentáveis.

 

1. Estética

 

A estética impacta grandemente a qualidade de vida e é frequentemente considerada de importância para o design sustentável. Por exemplo, as pessoas normalmente consideram um parque repleto de bicicletas e caminhos a pé mais esteticamente agradáveis ​​do que uma estrada vazia.

 

2. Tecnologia apropriada

 

Essa abordagem de design exige soluções de pequena escala que atendam às circunstâncias e ao contexto. A tecnologia apropriada pode considerar fatores associados a abordagens econômicas e práticas.

 

3. Biomimética

 

Designs modelados em materiais naturais, mecanismos e processos.

 

4. Convivialidade

 

A ideia de que os designs sejam amigáveis ​​para as pessoas. Em outras palavras, as pessoas não precisam se dobrar à tecnologia, a tecnologia se inclina para as pessoas. Isso está associado a projetos que se adequam à cognição humana, características físicas e cultura.

 

5. Desconstrução

 

Coisas construídas para serem desconstruídas para reutilização ou reciclagem. Por exemplo, alguns edifícios podem ser desconstruídos para serem reutilizados em vez de demolidos.

 

6. Downcycling

 

Reciclagem que resulta em produtos de menor valor. Muitas vezes o downcycling resulta em materiais se tornando resíduos com o passar do tempo.

 

7. Durabilidade

 

Produtos de alta qualidade que resistem ao desgaste e ao dano podem reduzir o consumo de recursos, pois os produtos não precisam ser substituídos, devolvidos ou reparados. Isso gera projetos de eficiência em termos de energia e recursos ao longo de todo o ciclo de vida, desde a produção até a reciclagem.

 

8. Apoio emocional

 

A observação de que as pessoas desenvolvem apegos emocionais a certos itens, enquanto outros itens são vistos com indiferença. O apego emocional pode funcionar como um objetivo de design sustentável porque incentiva a reutilização. Por exemplo, xícaras de chá que são projetadas para desenvolver um padrão esteticamente agradável à medida que mancham ao longo dos anos podem alcançar uma reutilização muito maior do que um copo de plástico.

 

9. Escala humana

 

A escala humana é a prática de projetar as coisas em um tamanho apropriado, peso, velocidade, distância, temperatura, pressão, força e nível de energia para humanos. Por exemplo, projetar ambientes urbanos para que as pessoas possam alcançar os serviços de que necessitam com uma distância razoável.

 

10. Design interdisciplinar

 

Design interdisciplinar é a prática de formar equipes de design com diversas origens, habilidades e conhecimentos. O design sustentável considera um grande número de fatores que abrangem áreas técnicas, ambientais e culturais e, normalmente, requer um conjunto diversificado de habilidades e pontos de vista.

 

11. Materiais de baixo impacto

 

Materiais que são livres de substâncias nocivas e eficientes em termos de recursos.

 

12. Marketing

 

O design sustentável teve início em projetos de base idealistas e pouco práticos. Por isso, uma regra prática desenvolvida ao longo dos tempos foi que os projetos sustentáveis sejam ​​valiosos e comercializáveis. Em outras palavras, eles podem ser facilmente vendidos com lucro. Isso não implica que os projetos produzidos por organizações sem fins lucrativos precisem ser vendidos ou comercializados. É simplesmente uma observação de que, se um projeto sustentável é realmente valioso, as pessoas estariam dispostas a comprá-lo. Esse conceito aplica-se principalmente  a áreas como arquitetura e design de produto.

 

13. Design de uso misto

 

Esse é um conceito particularmente importante em arquitetura sustentável e planejamento urbano. Isso porque exige que bairros e grandes edifícios incluam uma mistura de características residenciais, comerciais, comunitárias e culturais. Por exemplo, um bairro pode ter uma variedade de moradias, escolas, serviços médicos, escritórios, museus, parques, lojas e instalações. É um modelo que minimiza o impacto do transporte na qualidade de vida e no meio ambiente. Também pode criar um senso de comunidade semelhante ao encontrado em uma aldeia.

 

14. Narrativa

 

Em muitos casos, um design sustentável tem uma história interessante por trás, e tende a aumentar seu valor.

 

15. Materiais orgânicos

 

O uso de materiais de fontes orgânicas ou materiais sintetizados para serem idênticos ao material orgânico. Geralmente útil porque os materiais orgânicos são conhecidos por serem biodegradáveis ​​e de baixo impacto. Isso evita a introdução de novos produtos químicos no meio ambiente.

 

16. Design passivo

 

Uma técnica de design usada principalmente por arquitetos para se beneficiar automaticamente do ambiente. Por exemplo, o aquecimento solar passivo pode usar janelas que deixam entrar a luz quando está frio por dentro e apagam a luz quando está quente. O termo passivo implica uma solução extremamente leve que alcança ganhos significativos.

 

17. Proximidade do design

 

Uma meta de design que coloca as coisas juntas para melhorar a eficiência ou a qualidade de vida.

 

18. Design silencioso

 

Produtos e serviços projetados para minimizar a poluição sonora, como eletrônicos que não emitem bips.

 

19. Recuperação

 

Recuperação de materiais ou energia que foram descartados ou abandonados. Por exemplo, a renovação de um depósito abandonado para criar um espaço de escritório atraente.

 

20. Reciclar

 

Projetar coisas de materiais que podem ser facilmente reciclados nas comunidades onde são vendidos. Reduzir o desperdício de produtos, serviços e processos para reduzir o uso de recursos. Inclui projetos de Design Regenerativo que restauram sua própria energia ou recursos, como freios em um trem ou carros que geram eletricidade.

 

21. Recursos renováveis

 

​​Uso de recursos naturais que podem ser repostos através de processos naturais. A energia solar é um exemplo clássico.

 

22. Reutilização

 

O design de produtos a serem reutilizados elimina o desperdício e tende a reduzir o consumo de recursos. A reutilização está relacionada a outras metas de design, como durabilidade e apego emocional.

 

23. Safety By Design

 

Designs que reduzem os riscos de saúde e segurança, como um veículo com um sistema automatizado de prevenção de acidentes que aplica os freios se você estiver prestes a bater em alguma coisa.

 

24. Auto-suficiência

 

A auto-suficiência é um tema comum do design sustentável. Por exemplo, edifícios que produzem sua própria energia com tecnologias solares ou uma comunidade projetada para cultivar seus próprios vegetais frescos.

 

25. Design Lento

 

Um princípio de design que retarda as coisas à velocidade humana para melhorar a qualidade de vida. Corre ao contrário da noção de que mais rápido é sempre melhor. Por exemplo, uma refeição bem ritmada em um restaurante pode abranger vários cursos pequenos que levam várias horas no total. Isto, indiscutivelmente, tem uma sensação mais sustentável do que uma refeição de fast food que é servida e consumida em poucos minutos. A lentidão pode ter uma tendência a reduzir o consumo geral de recursos. Também pode aumentar o valor percebido e a satisfação com um produto ou serviço.

 

26. Small Is Beautiful

 

Um princípio de design que visa soluções em pequena escala, muitas vezes em nível local. Corre ao contrário da noção comum de que quanto maior, melhor. Small is beautiful também representa uma alternativa ao modelo industrial que depende de economias de escala, como produção em massa ou computação em nuvem.

 

27. Design Social

 

A prática de considerar o impacto social de seus projetos.

 

28. Design Estratégico

 

A prática de olhar o design de um ponto de vista amplo e de longo prazo.

 

29. Design de Transição

 

Uma abordagem de design que leva passos práticos para a solução de problemas complexos.

 

30. Upcycling

 

Reciclagem que resulta em bens de igual ou maior valor. Tende a evitar o desperdício de forma mais eficaz do que o downcycling.

 

31. Resíduo é alimento

 

O princípio de que todos os produtos residuais devem ser um alimento nutritivo para pelo menos uma planta, animal, fungo, protista, archaea ou bactéria.

 

O design tem uma grande oportunidade dentro do ativismo: permitir um comportamento mais sustentável, facilitando as coisas de maneira mais benéfica ao nosso mundo. Entender as barreiras para o comportamento sustentável e fazer pesquisas com pessoas em contextos cotidianos nos ajuda a descobrir quais são as problemas reais e resolvê-los diretamente. É isso que você vai aprender com o Imersivo de UX design da Mastertech. Quer conhecer rapidinho? É só clicar aqui.  

 

Design sustentável: 31 práticas para você entender o que é isso
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